OpeanAI diz que sua nova ferramenta de busca será “justa” com os publishers

A empresa anunciou que pretende adicionar busca por IA ao ChatGPT

OpenAI entra em search

Mark Sullivan 3 minutos de leitura
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Na última quinta-feira, a empresa anunciou que está testando um protótipo de uma ferramenta de busca por IA, que permitirá aos usuários fazer perguntas (incluindo perguntas adicionais sobre uma determinada consulta) e receber respostas diretas baseadas em fontes da internet.

A OpenAI fez parcerias com grandes veículos de notícias, como “News Corp.” e “The Atlantic”, para fornecer parte do conteúdo que será entregue pela nova ferramenta. Mas os termos desses acordos não foram divulgados.

Inicialmente, a empresa quer testar a funcionalidade de busca com um pequeno grupo de usuários e veículos de mídia. Também revelou que pretende adicioná-la ao seu principal aplicativo, o ChatGPT.

O Google construiu um império de US$ 1,7 trilhão a partir de uma única ideia: exibir uma lista de 10 links azuis na página de resultados, intercalados com anúncios. Mas a nova geração de ferramentas de busca por IA gera respostas diretas às perguntas dos usuários, muitas vezes eliminando a necessidade de clicar nos links para acessar as fontes originais.

Os novos modelos também têm a capacidade de acessar outras fontes (via APIs) para ferramentas e ampliação de conhecimento. A Gartner prevê que o volume de buscas tradicionais cairá 25% até 2026. Agora, OpenAI, Google, Microsoft (Bing) e a emergente Perplexity estão começando a lançar suas próprias ferramentas de busca por IA.

“O ChatGPT está provavelmente em melhor posição, entre todos os concorrentes, para  ameaçar o domínio do Google nas buscas, e certos aspectos da nova interface, como ‘respostas visuais’, parecem ser inovadores e potencialmente disruptivos”, analisa Damian Rollison, da plataforma de marketing SOCi

A Gartner prevê que o volume de buscas tradicionais cairá 25% até 2026.

“No entanto, as complexidades de manter uma plataforma de busca global esbarram em áreas de especialização nas quais a empresa ainda não demonstrou suas habilidades”, ressalta Rollison.al, as empresas passaram a manter em segredo como seus modelos são desenvolvidos e como funcionam.

IA de busca da OpenIA
Crédito: OpenAI

“A OpenAI está preparando o terreno para pegar para si parte das receitas bilionárias de publicidade do Google, facilitando a obtenção de respostas nas suas ferramentas”, diz Jeremiah Owyang, sócio-geral da Blitzscaling Ventures. “Os usuários não precisarão mais usar métodos de busca antiquados para vasculhar sites em busca das respostas que desejam. Em vez disso, a IA generativa da OpenAI fornecerá as respostas diretamente.”

O Google lançou sua ferramenta de busca por inteligência artificial – chamada AI Overviews – há poucos meses. Mas reduziu o número de consultas que utilizam a tecnologia depois que a ferramenta começou a gerar resultados estranhos e lamentáveis.

A novidade também pode ser ruim para a Perplexity, que opera um “motor de respostas” nativo de IA. A startup foi fundada bem antes de o AI Overviews ou o SearchGPT serem anunciados e desenvolveu alguns recursos impressionantes. Agora, avaliada em mais de US$ 1 bilhão, a empresa esperava conquistar um nicho para si antes que o Google e a OpenAI mergulhassem nas ferramentas de busca por inteligência artificial. (O CEO da Perplexity, Aravind Srinivas, se recusou a comentar sobre o anúncio da OpenAI.)

A Perplexity foi acusada de utilizar informações de veículos de mídia sem permissão e de rastrear seus sites mesmo depois de colocarem avisos explícitos de que seu conteúdo não poderia ser utilizado ou reproduzido por inteligência artificial.

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Os veículos de notícias têm sido naturalmente muito cautelosos com a busca por IA. Estas ferramentas geram respostas inteiras usando conteúdo de sites de marcas e jornais, muitas vezes eliminando a necessidade de clicar nas fontes originais.


SOBRE O AUTOR

Mark Sullivan é redator sênior da Fast Company e escreve sobre tecnologia emergente, política, inteligência artificial, grandes empres... saiba mais